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Oi, pessoal! Como vocês estão? Eu sou a professora Débora Juliani, farmacêutica e especialista em Análises Clínicas. Tenho orgulho de fazer parte da equipe do Gran Concursos, onde a gente transforma conteúdo técnico em aprendizado leve, direto ao ponto e com foco total no que cai nas provas.
Quem nunca ouviu alguém dizendo que vai colher “um tubinho de sangue” e já sair imaginando que aquilo serve pra qualquer exame, não é mesmo? Mas a verdade é que o tipo de amostra que usamos no laboratório — se é plasma ou soro — faz toda a diferença nos bastidores dos exames!
Vamos começar pelo básico: tanto o soro quanto o plasma são a parte líquida do sangue, mas eles não são a mesma coisa. O plasma é o componente líquido do sangue que ainda contém os fatores de coagulação, enquanto o soro é o que sobra após o sangue coagular — ou seja, sem o fibrinogênio e outros fatores de coagulação.
Na prática, quando colhemos sangue em um tubo com anticoagulante (como EDTA, heparina ou citrato), impedimos que ele coagule. Depois de centrifugar, temos o plasma. Agora, se usamos um tubo sem anticoagulante, deixamos o sangue coagular e só depois centrifugamos — aí teremos o soro.
Mas então, por que escolhemos um ou outro? Simples: depende do exame! Para dosagens hormonais, testes sorológicos, e vários exames bioquímicos, o soro é geralmente preferido. Já o plasma é essencial em exames de coagulação, por motivos óbvios — afinal, precisamos avaliar justamente os fatores que o soro não tem mais.
Além disso, o tempo conta. O plasma pode ser processado logo após a coleta, já que não precisa aguardar a coagulação do sangue. Já para o soro, é necessário esperar de 15 a 30 minutos até que a coagulação ocorra, o que pode ser um fator limitante em situações de emergência.
Outra curiosidade: o aspecto visual pode enganar. Muita gente acha que plasma e soro são iguais só porque ambos são líquidos amarelados. Mas o plasma costuma ser mais turvo, por ainda conter fibrinogênio e outras proteínas em suspensão. Já o soro costuma ser mais limpinho e transparente.

Na rotina laboratorial, escolher o tubo errado pode invalidar completamente o exame. Por exemplo, tentar dosar o tempo de protrombina em soro… não rola! E usar plasma com EDTA para medir cálcio total? Vai dar erro também, já que o EDTA quelaria o cálcio, dando um falso resultado baixo.
E aqui vai uma dica para lembrar: se o tubo tem anticoagulante, vai gerar plasma. Se não tem, vai gerar soro. Cada cor de tampa indica um tipo de aditivo: aquela tampinha roxa (EDTA), a azul (citrato), a verde (heparina) e a vermelha (sem aditivo). Saber isso é fundamental para garantir a qualidade dos resultados.
Você já reparou que muitos exames dizem “usar soro ou plasma heparinizado”? Isso acontece porque, para certos testes, ambos funcionam bem, desde que não interfiram nos analitos avaliados. Mas isso precisa estar bem definido no POP (procedimento operacional padrão) do laboratório.
Por isso, pessoal, quando a gente fala que não dá na mesma, é porque realmente não dá! Soro e plasma têm composições diferentes e são indicados para exames diferentes. Usar o tipo errado de amostra pode comprometer o diagnóstico, o tratamento e até a segurança do paciente.
Então, da próxima vez que você estiver separando os tubos ou conferindo uma amostra, lembre-se: não é só “um tubinho de sangue”. É uma escolha técnica, embasada e essencial para garantir que o exame seja confiável. E isso começa com a gente, na coleta e no preparo da amostra!
Por fim, eu sei que você já sabe, mas não custa repetir… Aqui no Gran Concursos, nosso compromisso é com a sua aprovação. Trazemos conteúdos práticos, atualizados e com foco naquilo que realmente importa na sua prova. Se esse artigo te ajudou, envia para aquele colega de estudo e segue com a gente nessa jornada rumo à vaga dos sonhos!
Fonte: Gran Cursos Online

