Acesse o conteúdo completo – Estudar as matérias que você acha difícil de forma eficaz
Nesse artigo eu irei ensinar a você como estudar as matérias que você acha difícil. Todo concurseiro, sem exceção, tem ao menos uma matéria que detesta ou considera excessivamente difícil.
Pode ser matemática, contabilidade, estatística, direito administrativo, informática ou qualquer outra disciplina que pareça travar o estudo, gerar procrastinação e minar a motivação.
O problema não é ter dificuldade. O problema é não saber como lidar estrategicamente com ela. Então, neste artigo você vai entender por que essas matérias causam tanta resistência e como estudá-las de forma técnica, eficiente e emocionalmente sustentável.
Por que algumas matérias geram tanta aversão?
A rejeição a determinadas disciplinas costuma ter causas bem definidas:
- histórico escolar ruim;
- experiências anteriores de fracasso;
- linguagem excessivamente técnica;
- sensação de não evoluir, mesmo estudando;
- comparação com matérias “mais fáceis”.
Do ponto de vista cognitivo, o cérebro tende a evitar tarefas que geram alto esforço com baixo retorno imediato. Dessa maneira, isso explica por que você “foge” dessas matérias sem perceber.
E aqui eu preciso contar a você uma experiência própria: eu sempre tive dificuldade com matemática/raciocínio lógico. Nesse sentido, eu achava que nunca resolveria uma questão dessa matéria. Mas acreditem: eu superei isso, ao menos em parte.
Assim, entendam uma coisa, por mais chata que seja: estudar as matérias que você acha difícil faz parte do jogo.
Muitas vezes o problema não é preguiça. É estratégia mal ajustada.
Erro comum: tentar estudar a matéria difícil como se fosse a fácil
Estudar os assuntos que você tem dificuldade é diferente de estudar as disciplinas que você tem facilidade. Um erro técnico frequente é aplicar o mesmo método de estudo a todas as disciplinas. Assim costuma não funcionar. Entenda que matérias difíceis exigem abordagem diferente, porque:
- demandam mais tempo de maturação;
- exigem repetição estruturada;
- cobram raciocínio, não apenas memorização.
Estudar os assuntos que você não domina do mesmo modo que os demais irá levar você à frustração. Fique atento!
Dica 1: reduza a carga emocional da matéria
Antes de mudar o método, é preciso mudar a relação emocional com a disciplina. Enquanto você repetir para si mesmo que não consegue aprender algo, é possível que realmente você não aprenda! Assim, troque:
- “eu odeio essa matéria”
por - “essa matéria exige um método específico”.
Essa mudança parece simples, mas reduz o bloqueio mental e permite avanço gradual. Uma forma diferente de encarar o problema pode fazer toda a diferença.
A matéria não é impossível. Ela só não responde ao seu método atual. Aos poucos você vai entendendo como estudar as matérias que você tem dificuldade. O começo é complicado, mas dê tempo ao tempo e persevere, você verá a evolução que essa nova atitude irá te proporcionar.
Dica 2: estude em blocos menores e mais frequentes
Matérias difíceis não funcionam bem em sessões longas e esporádicas. A tendência é que você fique cansado e desenvolva ainda mais resistência a aprendê-la. O ideal é:
- blocos curtos (20–40 minutos);
- maior frequência semanal;
- contato constante, mesmo que breve.
Do ponto de vista neurológico, isso favorece a consolidação gradual do raciocínio.
Dica 3: aceite não entender tudo de primeira
Um dos maiores travamentos do concurseiro é achar que só pode avançar depois de “entender completamente” o conteúdo. Isso não é verdade.
Em matérias difíceis:
- o entendimento é progressivo;
- a clareza vem com revisões e questões;
- a sensação de confusão inicial é normal.
Entender parcialmente hoje é melhor do que evitar completamente. Percebe que estudar as matérias que você tem dificuldade vai exigir de você um pouco de método? Esse é um dos segredos de superar esse obstáculo.
Caso você não consiga sair sozinho dessa, minha sugestão é que procure ajuda de um profissional. Esse profissional é um coach, gabaritado e experiente, que irá te oferecer estratégias para driblar essa dificuldade que é natural de muitos concurseiros.
Dica 4: resolva questões mesmo errando muito
Justamente nas matérias difíceis, a resolução de questões é ainda mais importante. E eu já quero te adiantar: não tenha medo de errar. É melhor errar na hora dos estudos, no treino, do que errar na prova. Quebre esse padrão, mesmo errando, prossiga.
Ao resolver questões, você:
- identifica padrões de cobrança;
- aprende como o conteúdo é explorado;
- transforma teoria abstrata em aplicação prática.
Errar muito no começo faz parte do processo e não indica incapacidade. Entenda que estudar as matérias que você acha difícil exige resolver questões, mesmo que isso signifique errar. Em síntese: não tenha medo, vá em frente!
Dica 5: priorize o que mais cai (não o que é mais bonito)
Em matérias difíceis, o estudo deve ser altamente estratégico:
- identifique os tópicos mais cobrados;
- aceite não dominar 100% do conteúdo;
- foque no que gera maior retorno em prova.
Concurso não exige perfeição. Diga-se de passagem: concurso exige pontuação suficiente, lembre-se disso.
Dica 6: estude as matérias que você tem dificuldade no “horário nobre”
Se você estuda quando está cansado, a matéria difícil vira tortura. Sendo assim, prefira estudar essas disciplinas nos horários em que sua mente esteja mais descansada. Dessa forma, separe os seus melhores horários de aprendizado para elas. Essa escolha, ainda que pareça simples, pode ser um diferencial na hora de romper essa barreira do aprendizado.
Logo, sempre que possível:
- estude essa disciplina quando o cérebro está mais descansado;
- deixe matérias leves para horários de menor rendimento;
- evite estudar o que você odeia no fim do dia.
Isso é gestão cognitiva, não privilégio. Antes de tudo, isso é estudar de forma estratégica e inteligente.
Dica 7: transforme a matéria difícil em disciplina de manutenção
Depois de criar uma base mínima, trate a matéria difícil como:
- disciplina de contato frequente;
- revisões curtas;
- resolução contínua de questões.
O objetivo não é amar a matéria, mas não deixá-la virar um ponto fraco grave. De agora em diante estudar as matérias que você tem dificuldade pode deixar de ser um tormento. Acima de tudo, entenda que não há para onde fugir: você precisará delas na hora da prova.
O impacto psicológico de vencer uma matéria difícil
Note que quando o concurseiro melhora em uma matéria que odiava:
- a autoconfiança aumenta;
- a sensação de controle retorna;
- o estudo fica mais equilibrado.
Muitas aprovações não vêm do domínio das matérias favoritas, mas da redução das fraquezas. Assim, estudar as matérias que você acha difícil, e perceber que está evoluindo nelas, costuma servir de motivação para seguir firme nos estudos. Ora, se você está conseguindo aprender e evoluir nas matérias que tem dificuldade, imagina nas que tem facilidade não é?
Essa precisa ser a sua mentalidade de concurseiro!
Conclusão: não goste da matéria — domine o método
Você não precisa gostar de todas as disciplinas do edital.
Portanto, você precisa impedir que as matérias difíceis te eliminem. Não adianta ignorar essas disciplinas pois elas irão fazer falta na sua nota final.
Salvo raríssimas exceções, a exemplo das provas CESPE, em que há possibilidade de deixar em branco, as disciplinas que você tem dificuldade podem ser o ponto que faltou para sua aprovação.
Com método adequado, estratégia e constância:
- a aversão diminui;
- o desempenho melhora;
- o estudo se torna mais equilibrado.
No concurso, não vence quem gosta de tudo. Acima de tudo vence quem aprende a lidar com o que é difícil.
Se você ainda tem dúvidas de como estudar, não pense duas vezes e peça ajuda ao Estratégia. Nossos Coachs e Professores da assinatura Platinum estão prontos para ajudar você na jornada da aprovação.
Fonte: Estratégia Concursos

