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“Minha maior motivação era lembrar do motivo de eu ter começado a estudar. Se eu parasse no meio do caminho, eu simplesmente estaria jogando horas e horas de estudo no lixo, e não estaria honrando o João Pedro que largou tudo pra estudar a 4 anos atrás. Não vou falar que estava motivado 100% do tempo. Tinha dias que eu só queria deitar e fazer nada. Mas eu tinha uma obrigação comigo mesmo.”

Confira nossa entrevista com João Pedro Apolinário Cardoso, aprovado em 39º lugar no concurso SEFAZ DF para o cargo de Auditor Fiscal da Receita do Distrito Federal:

Estratégia Concursos: De onde você é? Qual é sua idade? E sua formação?

João Pedro Apolinário Cardoso: Sou de Inhumas, uma cidade do interior de Goiás. Tenho 28 anos. Sou formado em Engenharia Civil.

Estratégia: Você chegou a trabalhar na sua profissão? O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?

João Pedro: Eu trabalhei como estagiário na construção civil por um tempo, mas não cheguei a exercer como Engenheiro depois de formado. Durante meu estágio, eu vi que não queria levar o estilo de vida que os engenheiros civis levavam na empresa onde eu trabalhava. A rotina era muito exaustiva, tanto fisicamente, quanto psicologicamente (principalmente psicologicamente). Me baseando nessa experiência, eu decidi iniciar minha vida nos concursos, no início de 2016.

Estratégia: Como foi a escolha pela área fiscal? O que pesou mais para você quando teve que definir esse foco de estudo?

João Pedro: Eu escolhi a área fiscal depois que um amigo apresentou essa área para mim, ainda quando eu estava no estágio. O que mais pesou quando decidi focar na área fiscal foi a escassez de concursos pra Engenheiros Civis, além do salário que normalmente não é tão atrativo quando se fala nesse tipo de concurso. Quando conheci a área fiscal, vi que poderia ter acesso a vários certames espalhados pelo país (e consequentemente acesso a mais vagas), e com a possibilidade de um salário maior.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

João Pedro: Eu me dediquei exclusivamente aos estudos durante a minha preparação, até a primeira fase da SEFAZ-DF. Para a segunda fase, como houve a suspensão dos concursos, eu acabei sendo nomeado Auditor Fiscal do Estado de Alagoas nesse intervalo, e tive que conciliar os estudos com o trabalho. Nesse momento que tive que conciliar, confesso que tive dificuldades, mas tentei manter ao máximo a consistência (dentro do possível), para não perder o ritmo.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

João Pedro: Eu fui aprovado nos seguintes concursos: SEFAZ GO (cadastro de reserva), SEFAZ RS (cadastro de reserva), SEFAZ AL (33ª posição) e SEFAZ DF (39ª posição). Também fiz dois concursos de cidades pequenas em Goiás, e consegui aprovação em ambos. O último concurso em que fui aprovado foi o da SEFAZ-DF.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

João Pedro: A maioria do meu tempo de estudo foi sem edital na praça. Comecei estudando para Receita Federal em 2016, e o edital nunca saía. Foi assim até que saiu a autorização da SEFAZ GO no início de 2018. Então foram 2 anos estudando sem ter um edital publicado. Como os editais da área fiscal são extensos, eu não cheguei a achar ruim ficar em edital na praça por tanto tempo. Na verdade, acredito que foi essencial pra que eu chegasse em 2018 bem preparado para os concursos que eu fiz. Então eu tentava manter o foco nos estudos e dizia a mim mesmo que essa seca de concursos era muito favorável pra mim.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

João Pedro: Eu conheci o Estratégia Concursos através do mesmo amigo que me apresentou a área fiscal.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? O que funcionava melhor para você? Videoaulas, PDFs, livros?

João Pedro: No começo da minha preparação, e utilizei aulas telepresenciais. Mas, ao pegar uma bateria de questões, eu vi que as aulas não estavam sendo suficientes. Depois disso, parti para os PDFs do Estratégia, que mudaram por completo minha visão do que é estudar de verdade. Além disso, eu usei videoaulas, mas apenas de forma pontual. Até cheguei a comprar alguns livros, mas quase não os usei, porque achava muito mais prático estudar pelos PDFs.

Estratégia: Quantas horas por dia costumava estudar?

João Pedro: Antes de começar a trabalhar, eu fazia cerca de 6 a 7 horas por dia, menos aos domingos, quando eu ou não estudava ou estudava bem pouco.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? 

João Pedro: Eu estudava por ciclos. Montava uma ordem de matérias, e estudava cada uma por uma hora e meia mais ou menos. Comecei estudando o ciclo básico da área fiscal, que é composta por cerca de 5 matérias. Conforme eu ia terminando as matérias, eu as colocava em modo revisão, diminuía o tempo dedicado a ela, e colocava mais matérias. Nunca gostei de fazer resumos, porque eu acabava perdendo muito tempo para elaborá-los. Eu gostava mais de fazer marcações no PDF, e depois revisá-las pelo método de 1 dia, 7 dias, 14 dias e 30 dias. Depois de estudar todo o PDF, e revisá-lo várias e várias vezes, eu passava a focar 100% em resolução de questões. Eu passei então a usar as questões como forma de revisar as matérias. Quando eu errava algo, eu colocava no meu caderno de erros, e revisava de vez em quando.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

João Pedro: No começo, eu tive bastante dificuldade em Contabilidade. Passei bastante raiva resolvendo questões (risos). Superei minha dificuldade resolvendo várias e várias questões, até que a matéria entrasse na cabeça. Errei muito, mas cada erro me ajudava a entender mais.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

João Pedro: Eu namorei durante toda minha preparação, e sempre morei com meus pais, até que me mudei pra Maceió no final de 2020. Minha família sempre me apoiou, mas estranharam um pouco o fato de eu focar num concurso completamente alheio à minha área de formação. Mas sem dúvida, eles me apoiaram bastante durante a minha preparação. Não sei se teria passado sem a ajuda deles. Ninguém chega a lugar algum sozinho.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

João Pedro: Durante meus estudos, eu quase não saía de casa. Acabei me afastando bastante dos amigos. Mas tenho certeza de que eles entendiam a situação. O máximo que eu fazia era sair com meus pais e minha namorada aos sábados para jantar. Acredito que é inevitável diminuir o convívio social durantes os estudos, mas é muito importante manter o equilíbrio. Então eu tentava aproveitar o tempo que eu tinha com a família.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

João Pedro: Depende muito da situação. Por exemplo, passei dois anos sem nenhum edital da área fiscal. Durante esse tempo, foram surgindo alguns concursos e eu acabei fazendo, não necessariamente com a intenção de passar, mas para experimentar a sensação de pós edital e a tensão do momento de prova. Nesse caso, acho importante sim fazer outros concursos, mas, se estiverem saindo muitos concursos da área fiscal, o melhor é focar apenas neles. Hoje, eu consegui colocar meu nome nos dois concursos mais importantes pra mim: SEFAZ GO e SEFAZ DF. Além de já ser Auditor Fiscal de Alagoas. Então acredito que eu tenha me aposentado da vida de concurseiro, graças a Deus (risos). Vou apenas aguardar a nomeação agora.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?

João Pedro: Com foco no edital da SEFAZ DF, até a prova objetiva, foram cerca de 5 meses. Depois disso, como houve a suspensão da segunda fase por causa da pandemia, eu dei uma pausa e só voltei a estudar no começo de 2021, até o momento da prova no começo de julho de 2021. Mas com certeza o que me fez ser aprovado foi todo o tempo acumulado antes de sair o edital.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados?

João Pedro: Sinceramente, eu fiquei meio anestesiado. Passei alguns minutos sem muita reação. São tantos anos “apanhando” que a gente até desconfia quando dá certo. A ficha foi caindo aos poucos. O grito de vitória vai vir de verdade apenas quando a nomeação sair no DODF.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

João Pedro: Na semana que antecedeu a prova, eu tentei continuar mais ou menos com o mesmo ritmo. Acredito que cada pessoa tenha uma forma de agir nessa semana de reta final. Eu prefiro manter ritmo de antes para não me esgotar. Fazia apenas algumas alterações, como diminuição de carga horária de matérias básicas, que valem menos, e aumento da carga horário de matérias específicas, que valem mais.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

João Pedro: Nas discursivas da área fiscal, eu acredito que a pessoa precisa focar principalmente na teoria, porque é o que vale mais pontos. Mas o treino de simulados pelo menos uma vez por semana é essencial também. O cansaço da mão atrapalha bastante durante a prova, e o candidato tem que ir preparado. Durante meu estudo para segunda fase do DF, me juntei com alguns amigos (também aprovados), para discutir alguns temas de simulados autorais. Isso com certeza foi essencial para me aprofundar na Legislação Tributária do DF.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

João Pedro: Com certeza tive erros na minha preparação. Acredito que o mais grave é acompanhar o cenário político. Política muda sempre! Se formos basear nosso estudo nisso, a gente não estuda nunca. Concurseiro já é ansioso por natureza, e política só piora a situação. Meu maior acerto foi a consistência. Nunca fui o melhor em nada na escola. Sempre tive notas medianas. Mas o trabalho duro e o treinamento superam qualquer obstáculo. Outro erro que cometi, foi ficar engessado nas revisões de 1 dia, 7 dias, 14 dias e 30 dias. Depois de um tempo, fica inviável. Eu cheguei ao ponto de gastar metade do meu dia apenas revisando, o que me impedia de avançar as matérias novas com mais velocidade. Acredito sim que esse método me ajudou, mas, conforme vamos colocando mais matérias, o método precisa ser reavaliado.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

João Pedro: O mais difícil é manter a consistência e a concentração. A gente sempre se questiona se está no caminho certo, se tomou a decisão correta em largar tudo para estudar, principalmente quando se depara com um resultado ruim num simulado ou numa prova. Nesses momentos, eu sempre lembrava do porquê de eu ter começado a estudar.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

João Pedro: Minha maior motivação era lembrar do motivo de eu ter começado a estudar. Se eu parasse no meio do caminho, eu simplesmente estaria jogando horas e horas de estudo no lixo, e não estaria honrando o João Pedro que largou tudo pra estudar a 4 anos atrás. Não vou falar que estava motivado 100% do tempo. Tinha dias que eu só queria deitar e fazer nada. Mas eu tinha uma obrigação comigo mesmo.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

João Pedro: Tenha consistência. Não dê ouvidos a pessoas negativas. Pare de acompanhar política (isso atrapalha muito!), pois a prova um dia vai chegar, e quem se manteve estudando vai se beneficiar. Faça exercícios físicos (nem que sejam umas 2 ou 3 vezes na semana). Tire um dia (ou período de um dia) para descansar. Não há segredo, não existe fórmula mágica! Existem milhares de formas de se estudar, então, encontre a que mais se adapta à sua realidade. Olhe para o espelho e se veja como um aprovado. Não se veja como um fracassado, senão é isso mesmo que você vai ser. Fazendo isso, sua hora vai chegar, mais cedo ou mais tarde!

 

Fonte: Estratégia Concursos

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