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Olá, pessoal! Tudo bem? Dando prosseguimento aos nossos Guias Definitivos de Administração Geral e Pública para Concursos, hoje trataremos das teorias de motivação mais cobradas em concursos.

O conceito de motivação aborda a compreensão acerca de quais motivos direcionam a uma ação. Trata-se de tema complexo e detalhado. Conforme Chiavenato, “a motivação procura explicar por que as pessoas se comportam”.

Assim, os estudos sobre motivação buscam compreender como se dá o desencadeamento de determinados comportamentos por parte das pessoas, e quais fatos serviriam de “gatilhos” para tais comportamentos.

Um ponto importante a ser considerado no estudo das teorias de motivação mais cobradas em concursos é a divisão entre “Teorias de Processo” e “Teorias de Conteúdo”:

  • As Teorias de Processo buscam explicar a forma pela qual se dá a motivação, ou seja, o processo de motivação. Explica o “como”. Aqui estão incluídas as teorias da expectativa, de Vroom; da equidade, de Adams; e do reforço, de Skinner.
  • As Teorias de Conteúdo buscam explicar os fatores, as razões pelas quais as pessoas se motivam. Buscam explicar o “que”. São as mais cobradas em concursos e incluem a hierarquia das necessidades, de Maslow; a teoria dos dois fatores, de Herzberg; a X e Y, de Mcgregor; a teoria ERC, de Aldefer; e a teoria das necessidades adquiridas, de McClelland.
Teorias de motivação mais cobradas em concursos - teorias de processo e conteúdo
Teorias de processo e Teorias de conteúdo

O ciclo motivacional

que ainda não fora satisfeita, a qual irá alimentar um estado de desequilíbrio na pessoa, que buscará formas de atender a tal necessidade.

O ciclo motivacional pode ser resumido da seguinte forma:

  • Necessidade não satisfeita – o ciclo começa com este input, ou seja, um novo estímulo, uma nova necessidade que surgiu e ainda não foi satisfeita. Por ser uma necessidade financeira, afetiva, enfim, qualquer uma que de fato motive o indivíduo a realizá-la;
  • Tensão aumentada – havia um estado de equilíbrio, o qual foi rompido pelo surgimento da nova necessidade. Este fato elevou a tensão do indivíduo no sentido de satisfazê-la, “resolver logo o problema”;
  • Esforço – nesta fase, desdobramento da tensão aumentada, o indivíduo realizará o que estiver ao seu alcance para que satisfaça a necessidade que o motivou, acionando todos os mecanismos necessários e possíveis para a satisfação da necessidade;
  • Necessidade satisfeita – após todo o esforço, a tendência é que a necessidade seja satisfeita;
  • Tensão diminuída – após a satisfação da necessidade que o motivou, a tendência é a de que o indivíduo tenha a sua tensão diminuída, retornando à fase de estabilidade, até que uma nova necessidade o motive, realimentando o ciclo.

Detalharemos, nos próximos tópicos, as teorias de motivação mais cobradas em concursos.

Hierarquia das necessidades, de Maslow

Maslow foi um dos maiores expoentes no estudo da motivação humana, e sua teoria até hoje fornece elementos para o referido estudo. O autor estabeleceu o que ficou conhecido como a “hierarquia das necessidades”.

Esta teoria apresenta as necessidades humanas e sua capacidade de motivação em níveis hierárquicos, assumindo a imagem de uma pirâmide, em que a base da pirâmide são as necessidades mais urgentes a serem satisfeitas. A satisfação de um nível abre espaço para a satisfação do nível subsequente.

A hierarquia é disposta da seguinte forma:

  • Primeiro nível – necessidades fisiológicas: são as necessidades básicas humanas, tais como alimentação, sono, repouso, abrigo, desejo sexual, dentre outras. São as necessidades que dominam os instintos humanos mais básicos;
  • Segundo nível – necessidades de segurança: são as necessidades de estabilidade, proteção contra privações ou perigos e conservação do emprego. Quanto mais estáveis sejam as decisões e políticas de uma organização, mais segurança haverá para o empregado;
  • Terceiro nível – necessidades sociais: são as necessidades de associação, participação, amizades, afeto e amor. O ser humano é um ser social, que possui necessidade de se relacionar com seus semelhantes;
  • Quarto nível – necessidades de estima: são as necessidades de autoconfiança, aprovação social, respeito, status, reconhecimento e prestígio. Toda pessoa gostaria de ser respeitada e reconhecida socialmente;
  • Quinto nível – necessidades de autorrealização: são as necessidades mais elevadas, incluindo o autodesenvolvimento e crescimento profissional.

Dê especial atenção ao estudo desta teoria, pois, dentre as teorias de motivação mais cobradas em concursos, é a que apresenta maior incidência em provas.

A Teoria dos dois fatores, de Herzberg

Dentre as Teorias de motivação mais cobradas em concursos, também merece destaque a Teoria dos dois Fatores, de Herzberg. Esta teoria também é conhecida como “teoria bifatorial”, cujos dois fatores estão descritos abaixo:

  1. Fatores motivacionais ou satisfacientes (ou, ainda, intrínsecos) – relacionados ao reconhecimento e realização, conteúdo do cargo, incremento de atribuições e responsabilidades, e possibilidades de desenvolvimento. Sua presença motiva, mas sua ausência não gera desmotivação, e sim não-motivação, neutralidade;
  2. Fatores higiênicos ou insatisfacientes (ou, ainda, extrínsecos) – aqui estão presentes o salário, relações interpessoais, políticas da empresa, segurança e condições de trabalho. Sua presença não motiva, ou seja, não gera satisfação, mas sua ausência gera insatisfação.

Diante disso, fique atento. A grande pegadinha das bancas é sugerir que o salário ou remuneração seja um fator motivador. De acordo com a teoria bifatorial de Herzberg, trata-se de um fator higiênico (que apenas previne a insatisfação), e não de um fator motivacional.

Perceba esta questão da Quadrix, 2017, para o cargo de auxiliar administrativo do CRN:

De acordo com Herzberg, o salário é um fator higiênico que produz uma motivação permanente e duradoura e prescinde de outros motivadores.

Questão errada! Eis que a pegadinha se faz presente! Conforme visto, o salário é sim um fator higiênico. Contudo, de acordo com Herzberg, ele apenas evita a insatisfação, e não promove uma “motivação permanente e duradoura”.

Assim, de forma resumida:

  • Satisfação – seu oposto é a não-satisfação (e não a insatisfação).
  • Insatisfação – seu oposto é a não-insatisfação (e não a satisfação).

Portanto, perceba que, para Herzberg, há uma certa independência entre os fatores que promovem a satisfação, e os fatores que levam à insatisfação.

As teorias X e Y, de Mcgregor

Douglas McGregor define dois estilos de comportamento humano, que geram duas concepções de gestão: a teoria X e a teoria Y.

A teoria X é baseada na tradicional visão mecanicista, com a concepção de que o homem se motiva apenas mediante recompensas monetárias. Além disso, as pessoas seriam preguiçosas por natureza e evitam o trabalho ou realizam o mínimo possível.

Preconiza, ainda, que as pessoas não gostam de assumir responsabilidades, precisando de controle constante por meio da administração. Tal teoria vai ao encontro da abordagem clássica e suas visões mais restritas do homem na organização, refletindo um estilo de administração duro, rígido e autocrático.

Já a teoria Y é baseada nos estudos da Teoria Comportamental, indicando que o homem tem capacidade de se motivar, potencializar o seu desempenho, assumir responsabilidades e que o trabalho pode ser uma fonte de satisfação.

Nesse contexto, a teoria Y preconiza também que as pessoas não são reativas ao trabalho de forma nata, mas que podem se tornar assim mediante experiências laborais. Gera um estilo de gestão aberto, dinâmico e democrático, em que a organização deve criar as condições para o desenvolvimento das pessoas.

Conclusão

Utilize este artigo sobre as teorias de motivação mais cobradas em concursos para reforçar os conceitos teóricos e revisar os estudos. Vale sempre lembrar que este resumo não substitui as aulas teóricas e a resolução de muitas questões sobre o tema.

Abraços e bons estudos!

Paulo Alvarenga

Referências

Chiavenato, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações / Idalberto Chiavenato – 7. ed. rev. e atual. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2003

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Fonte: Estratégia Concursos

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