Larguei o ensino médio, fiz supletivo, faculdade à distância, e fui aprovado em primeiro lugar com 99% de acertos. – Outlet Estratégia Concursos

Fala, pessoal! Tudo beleza? Meu nome é Henrique Antunez, sou aluno das carreiras policiais aqui do Estratégia e hoje vim aqui falar pra vocês de algo muito importante:  Não importa quem você seja, qual é o seu passado, quais são as suas circunstâncias ou o que os outros pensam de você;  você é o que VOCÊ decide ser. Ninguém está destinado a um resultado.

É muito comum alguém que decide iniciar os estudos para
concurso pensar ou, até mesmo, ouvir de alguém que “não é capacitado, não tem
formação na área, não é inteligente o suficiente, não estuda há anos, tem uma
base muito fraca pois a escola era ruim ou não gostava de estudar, não tem
disciplina, que não tem chances, que os concorrentes estudam há anos e que é
muito difícil de passar”.

Vou usar um pouco da minha história como exemplo para provar
a vocês que quem quer que você seja e qual a sua história, você pode chegar até
a aprovação. Basta, dentro das suas dificuldades e deficiências, colocar a
carga horária e o trabalho necessários para atingir o seu objetivo de passar no
tão sonhado concurso.

Tive uma infância normal, com uma família normal, com pais que me amaram e me educaram; mas NUNCA gostei da escola. Sempre foi uma tortura ir ao colégio – desde criança até o ensino médio.  Aquele ambiente nunca foi natural pra mim. Sentia-me preso, institucionalizado, obrigado a seguir regras que não faziam sentido e a aprender coisas que não me interessavam – sem falar na punição por não completar essas tarefas.

Nunca consegui me adaptar. Era óbvio, portanto, que eu não
prestava atenção à aula, não fazia dever de casa, reprovava nas provas, era
mandado para a diretoria, para a psicóloga, etc. Chamavam meus pais para
reuniões e era tratado como uma ovelha negra.

Por muitos anos, os professores conseguiram me convencer de que eu era burro e preguiçoso. No ensino médio ficou ainda pior: a minha resistência àquela situação, já com uma certa independência emocional e capacidade de questionar, trazia um grande desconforto a alguns daqueles “educadores”.

Meus únicos “pecados” foram coisas como não ter caderno, não prestar atenção em aula, jogar bolinha de papel, não entregar trabalhos ou, durante a aula de matemática, ouvir música de fones nas orelhas. Nada assombroso. No entanto, a forma como os professores lidavam com esse “problemão” fazia com que eu me sentisse um pouco marginalizado, como um delinquente, uma pessoa errada.

Por diversas vezes ouvi a seguinte frase, proferida por PROFESSORES: “Henrique, você é muito vagabundo, nunca vai chegar a lugar algum na vida e vai acabar atrás de um balcão”.

Reprovei no segundo ano do ensino médio e mesmo assim fui à aula por alguns meses com os alunos mais novos enquanto meus amigos planejavam a festa de formatura.  Fiquei bastante deprimido e ainda acabei desenvolvendo um distúrbio alimentar que me atrapalhou por anos. Chegou um dia em que eu aguardei o intervalo, juntei minhas coisas e não voltei mais.

Pronto. “Henrique largou o colégio.” Agora eu era o malandro master…

Depois de alguns difíceis meses em casa tentando entender quem eu era e o que havia de errado comigo, eu encontrei uma frase que mudou tudo. Naquele momento, eu percebi que talvez aquelas pessoas pudessem estar erradas. Quando li, instantaneamente perdoei-me por tudo e enxerguei que eu não era um desaplicado ou (algum antônimo para “inteligente” – pois não há, no dicionário, nem um apropriado).  

Obrigado, Anna Freud, psicanalista pioneira na área da análise infantil e filha de Sigmund Freud, por essas palavras que ecoaram no tempo e chegaram até mim: “As mentes criativas são conhecidas por resistirem a qualquer tipo de mau treinamento”.

Decidi voltar a estudar e, com o apoio sempre incondicional dos meus pais, matriculei-me em um supletivo de 6 meses para terminar o ensino médio. Mais um termo estigmatizado: “SUPLETIVO”. O que muita gente não sabe é que foi uma das melhores experiências que já tive. Tive alguns colegas até mais velhos que os meus pais e aprendi coisas sobre a vida que não estavam no currículo do ensino médio.

Assim que terminei o curso, fiz vestibular para o curso de Direito em uma universidade particular e rodei. Havia um mínimo de acerto por disciplinas e não sabia nada, realmente não aprendi coisa alguma no ensino médio.  Algumas semanas depois, chegou o Enem. Fiz 920/1000 na redação. O tema era corrupção. Minha proposta foi “impedir a eleição de candidatos condenados a cargos políticos”. Em maio do mesmo ano foi aprovada a Lei da Ficha Limpa, da qual aquele adolescente alienado nunca tinha ouvido falar. E o que aconteceu?

Aprovado no cobiçado curso de Direito da Universidade Federal de Pelotas. Muitos daqueles colegas que eram “certinhos” e adorados pelos professores só conseguiram 1 ou 2 anos depois. Foi aquele momento “tapa na cara” de muita gente.

Então, comecei a faculdade e cursei 2 anos, mas não era bem o que eu queria. Larguei, fiquei um tempo sem estudar e comecei um tecnólogo de comércio exterior. Mais uma pra turma do fundão: “FACULDADE À DISTÂNCIA DE DOIS ANOS.” Ainda com algumas dificuldades, problemas comportamentais e lidando com a obesidade foram uns 5 anos pra terminar esse curso.

Há exatamente 3 anos, eu finalmente entendi quem eu era e decidi conquistar o sonho de ser policial. Nunca tinha estudado de verdade na vida. Provavelmente nunca tinha lido alguma coisa por mais de 20 minutos. E, claro, todos aqueles pensamentos dos quais falei no início vieram à tona: “Isso é impossível, eu não tenho base, tem gente mais inteligente do que eu que estuda há anos, é muito concorrido.”

“Como eu vou aprender orações subordinadas adverbiais a tempo se eu nem sei o que é um advérbio?”

“Não sei nem fazer conta de dividir direito e tenho que aprender esse edital absurdo de Raciocínio Lógico. Serão anos! Esse caminho é longo demais, eu nunca vou conseguir.” No entanto, eu rejeitei todos esses pensamentos e decidi naquele momento que a dúvida e a fraqueza nunca mais fariam parte da minha vida.

Comprei meu primeiro curso: a isolada de Direito Penal do Renan Araújo. Aula 01, o início de tudo. Lendo pela primeira vez o que era fato típico, ilícito… (para quem já estuda, dá até um aperto no peito né? A gente sabe que são os primeiros passos de uma LONGA jornada). Decidi começar por essa disciplina porque eu supunha que deveria ser importante para a área policial.

Não sabia por onde começar, não fazia ideia de nada. O único método de estudo que eu conhecia na época era sobre como escolher a melhor pizzaria. Foram uns 15 dias até terminar todo o curso. Na época eu morava na casa do meu pai e fiquei – acho que um mês – sem sair de casa, só estudando.

Logo saiu o concurso da Polícia Civil de Pernambuco. Fomos. Eu, Renan e meus 15 dias de estudo. Mandei bem em Penal, mas no resto todo eu praticamente zerei.  Percebi a complexidade que seria de aprender, por exemplo, Língua Portuguesa do zero. Beleza, vamos lá. Português básico para concursos do Décio Terror. Longas manhãs com Felipe Luccas e Rafaela Freitas. Achei um caderno antigo no qual eu anotara o conceito de substantivo. Sim, esse era o meu nível (que até hoje não está muito bom), mas não havia espaço para desesperança. Fiz uma imersão em Português por meses, mas sempre revisando penal.

Consegui. Era a hora de Constitucional. Prazer, Nádia Carolina e Ricardo Vale. Mais algumas semanas. Administrativo, Informática, Processo Penal… e assim foi indo. Saiu, então, edital da Polícia Civil do Pará. Assisti a um webinário no canal do Estratégia e, com toda aquela energia positiva do professor Marcos Girão e as sempre prudentes e acertadas palavras do Professor Alexandre Herculano, decidi fazer o concurso.

O próximo vídeo recomendado pelo youtube era de um tal de Coach Luis Eduardo. Santo youtube, aqui o jogo começou a mudar pois eu comecei a aprender a estudar. Minhas chances já pareciam ser melhores. Fui fazer a prova. Vi aqueles candidatos -centenas – com camisetas de cursinhos, seus resumos, mapas mentais. Saí da prova e vi um candidato no telefone dizendo que errara uma de constitucional e duas de administrativo. Novamente: “Quem sou eu e o que estou fazendo aqui? Isso não é pra mim”.

Alguns dias depois, o resultado saiu: De 10 mil candidatos inscritos, eu fiquei em 153º. Aprovado dentro das vagas na Polícia Civil do Pará para o cargo de Escrivão.

Depois, Polícia Militar de Minas Gerais: aprovado dentro das
vagas.

Polícia Civil do Rio Grande do sul: aprovado dentro das
vagas.

Brigada Militar do Rio Grande do sul: aprovado dentro das
vagas.

Polícia Civil do Espírito Santo: 33.500 inscritos para o cargo e aprovado em primeiro lugar com 99/100 pontos na prova.

Aqueles professores que diziam que eu não tinha limites
estavam, de alguma forma, corretos.

Se você é capaz de sonhar, é capaz de realizar.

Não deixe que nada nem ninguém lhe definam, nem mesmo o seu passado ou os seus pensamentos. O amanhã é para todos. Defina o seu caminho e escreva a sua história.

Só depende de você.

Fiquem à vontade para me seguir nas redes sociais e vamos
bater um papo! Abraço!!!

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Crédito:

Estratégia Concursos

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