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Um grupo formado por candidatos, professores e cidadãos passou a defender a adoção de medidas de controle sobre a atuação de uma das principais organizadoras de concursos públicos do país: a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O movimento que vem ganhando forças nas redes sociais e na comunidade de concursandos resultou na elaboração de uma petição pública que solicita a apuração formal de possíveis irregularidades em diferentes certames.

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Análise dos concursos públicos
O documento solicita que instituições como o Ministério Público e os Tribunais de Contas analisem a condução de concursos públicos organizados pela banca. Entre os pedidos está a eventual instauração de processo administrativo para verificar possível responsabilidade contratual.
Também é mencionado o pleito de suspensão temporária do direito de contratar com a Administração Pública, caso sejam comprovadas irregularidades. Juridicamente, porém, qualquer penalidade depende de processo formal, com garantia de contraditório e ampla defesa.
Os principais problemas apontados são:
- Índices elevados de reprovação em diversos concursos públicos;
- Correções de provas discursivas consideradas excessivamente rigorosas;
- Falhas logísticas em determinadas seleções;
- Baixo percentual de preenchimento das vagas previstas em edital.
Do ponto de vista jurídico, especialistas ressaltam que a alta taxa de reprovação, por si só, não configura ilegalidade. Para haver irregularidade, seria necessário comprovar:
- Violação aos princípios do art. 37 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência);
- Descumprimento das regras estabelecidas no edital;
- Exigências desproporcionais em relação às atribuições do cargo.
O manifesto também sustenta que a baixa aprovação em concursos públicos pode gerar impactos na eficiência administrativa. Segundo o argumento apresentado:
- Cargos podem permanecer vagos por longos períodos;
- Pode ser necessária a realização de novo certame;
- Haveria novos gastos com contratação de banca examinadora;
- Despesas logísticas adicionais seriam geradas;
- Poderia ocorrer atraso na prestação de serviços públicos.
A tese se apoia no princípio constitucional da eficiência, que impõe à Administração Pública o dever de utilizar recursos de forma adequada e racional.
Concursos públicos realizados pela FGV
A petição pública menciona situações envolvendo diferentes órgãos e concursos públicos, como:
- Câmara dos Deputados (2023), com críticas ao índice de reprovação e às correções discursivas;
- Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, com baixo preenchimento de vagas;
- Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, com número de aprovados inferior ao total ofertado;
- Polícia Civil do Piauí, com provimento considerado limitado;
- Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, onde houve anulação de concurso para técnico por falhas logísticas.
Um ponto considerado relevante é que cada caso deve ser analisado individualmente, à luz do contrato firmado, do edital e das circunstâncias específicas de cada concurso público.
FGV pode ser penalizada?
A fundamentação jurídica para aplicação de sanções está na Lei nº 14.133/2021, conhecida como Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos.
A norma prevê penalidades em situações como: descumprimento contratual; falhas na execução do contrato; prejuízo comprovado à administração.
Entre as possíveis sanções estão:
- Advertência;
- Multa;
- Suspensão temporária de contratar com o poder público;
- Declaração de inidoneidade.
Todas as penalidades dependem de processo administrativo regular, produção de provas e decisão fundamentada.
Até o momento, não há decisão que suspenda a atuação da banca na organização de concursos públicos. O debate segue no campo jurídico e administrativo, e eventual responsabilização dependerá de apuração formal pelos órgãos competentes.
O GRAN segue acompanhando as principais decisões em relação ao assunto. Fique de olho no blog!
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Fonte: Gran Cursos Online

