O seu descongestionante nasal favorito pode ser banido das farmácias. Entenda

A fenilefrina, um componente-chave em diversos descongestionantes nasais amplamente utilizados nos Estados Unidos e no Brasil, está enfrentando questionamentos sobre eficácia.

Um painel consultivo da Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) votou unanimemente contra a eficácia da fenilefrina em sua forma oral, presente em muitos medicamentos vasoconstritores que visam reduzir o inchaço e a inflamação das mucosas nasais.

“Estudos modernos, quando conduzidos adequadamente, não mostram melhora no congestionamento com a fenilefrina”, afirmou o Dr. Mark Dykewicz, especialista em alergias da Escola de Medicina da Universidade Saint Louis.

A fenilefrina ganhou popularidade como substituta da pseudoefedrina nos anos 2000, quando a última substância foi restringida nos EUA devido ao seu uso indevido na produção de metanfetamina. A droga se tornou o descongestionante oral mais popular do país, gerando quase US$ 1,8 bilhão em vendas no ano passado, de acordo com dados apresentados pela FDA.

Se a FDA seguir as recomendações do painel, grandes empresas farmacêuticas, como Johnson & Johnson e Bayer, poderão ser obrigadas a retirar seus medicamentos orais contendo fenilefrina das prateleiras dos EUA. No entanto, a Anvisa ainda não se pronunciou sobre se planeja avaliar a eficácia da fenilefrina em medicamentos vendidos no Brasil.

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Pesquisadores solicitaram à FDA a remoção da maioria de produtos com substância do mercado 

A decisão baseia-se em novas descobertas sobre como o corpo processa a fenilefrina quando ingerida oralmente, com estudos indicando que apenas uma pequena quantidade da substância alcança o nariz para aliviar a congestão. Pesquisadores da Universidade da Flórida solicitaram à FDA a remoção da maioria dos produtos de fenilefrina do mercado americano com base nessas descobertas.

Os membros do painel consultivo votaram em relação à eficácia da dose monografada de fenilefrina administrada oralmente como descongestionante nasal e chegaram a um consenso unânime de que não há necessidade de investigações adicionais sobre o assunto.

“A comunidade de pacientes exige e merece medicamentos que tratem seus sintomas de forma segura e eficaz, e não acredito que este medicamento atenda a esse critério”, afirmou Jennifer Schwartzott, membro do painel da FDA. Essa análise também considerou uma recente revisão da FDA que questionou estudos antigos que apoiavam a eficácia da fenilefrina.

No entanto, estudos mais recentes, incluindo alguns conduzidos pela Merck e Johnson & Johnson, não encontraram diferença entre medicamentos contendo fenilefrina e placebos no alívio da congestão. Esses resultados levaram os conselheiros a apoiar a revisão da agência e questionar a eficácia da fenilefrina em descongestionantes.

O grupo de especialistas observa que a fenilefrina parece ser mais eficaz quando aplicada diretamente no nariz, como sprays ou gotas, mas produtos desse tipo não foram avaliados nessa análise.

Veja algumas marcas conhecidas de medicamentos que podem conter fenilefrina 

A presença da fenilefrina em medicamentos pode variar ao longo do tempo e entre diferentes marcas e produtos. Portanto, é importante verificar as informações específicas no rótulo de cada medicamento para saber se ele contém fenilefrina como um de seus ingredientes ativos.

Neosaldina: Um analgésico e descongestionante usado para aliviar dores de cabeça, enxaquecas e congestão nasal.

Descongex Plus: Um medicamento que combina fenilefrina com outros ingredientes para aliviar sintomas de resfriado e gripe, como congestão nasal, coriza e febre.

Descongex: Similar ao Descongex Plus, este medicamento é usado para aliviar os sintomas de resfriado e gripe.

Dorflex Gripin: Um analgésico que também contém fenilefrina sendo usado para aliviar dores de cabeça, enxaquecas e sintomas de gripes e resfriados.

Sinutab: Um medicamento para o alívio de sintomas de sinusite e congestão nasal.

Lembre-se de que a disponibilidade e a formulação de medicamentos podem mudar ao longo do tempo e que diferentes versões e variações de medicamentos podem existir no mercado.

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Fonte: JC Concursos

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